Homenagem

Homenagem à minha “Vóvó Alzira”, publicada originalmente no dia 12 de Maio de 2008.

A minha Vóvó Alzira

A única certeza da vida … é a morte.

E para mim, este fim-de-semana ficou marcado pela morte (no passado Sábado, 10/Maio/2008) da minha avó materna, de seu nome Alzira da Soledade de Almeida Lázaro Rebelo, também conhecida por “Dona Alzirinha”.

Após 78 anos de vida (nasceu em 10/Agosto/1929, em Lamego) e 51 anos de problemas de saúde, e depois de 1 mês de hospitalização com pneumonia e febres altas, a oxigénio, alimentada por sonda e em sofrimento constante, chegou ao limite da sua resistência e deixou-nos no Sábado ao início da tarde.

Quando digo “deixou-nos”, refiro-me apenas ao aspecto físico, porque no meu coração vai estar presente para sempre, tal como os meu avôs Adérito Ferreira Rebelo e Eduardo Teixeira de Barros que já nos deixaram há alguns anos.

A minha Avó Alzira (sempre a tratei por “Vóvó”), foi para mim como uma mãe. Quando terminava a escola, ia para casa dela, as férias de Verão eram passadas com ela, enfim, foi um grande “marco” na minha educação e uma influência muito positiva na minha vida.

Tenho a certeza que o seu sofrimento terminou e a esperança que, neste momento, a minha Vóvó esteja, finalmente, a “gozar” o merecido descanso que espera as pessoas que, como ela, têm um coração enorme, bondoso, generoso, solidário e crente em Deus.

Espero, também, que esteja na companhia do meu Avô Adérito, de quem ela tinha tantas saudades, e cuja morte sempre lhe foi difícil de ultrapassar.

Fica a promessa que vou cumprir o seu desejo de deixar as suas cinzas junto às do meu Avô Adérito, na Serra de Sintra, e a minha satisfação por contribuir desta forma para eternizar ainda mais a sua união.

Por tudo isto, só posso pensar e dizer que fico satisfeito pelo facto do seu sofrimento ter terminado, pois não merecia ter sofrido tanto como sofreu.

Vóvó, esta é a homenagem que me é possível fazer-te.

Estarás sempre no meu coração.

Nuno Barros