Tinha que escrever algo sobre a tragédia que se abateu sobre a Madeira.
É a minha forma, humilde mas sincera, de prestar homenagem ao Povo desta Ilha, tantas vezes desprezada pelos “continentais”.

É incrível como em algumas horas se registaram níveis de precipitação no Funchal a rondar os 111 mm por metro quadrado, quando o registo normal para um Inverno completo é de 250 mm.
No Pico do Areeiro, também no sábado de manhã, registou-se uma precipitação de 185 mm por metro quadrado, onde num ano normal caiem cerca de 1.500 mm.

Em seguida, transcrevo a explicação que hoje aparece nas páginas do Global Notícias para o sucedido:

Por detrás desta bátega está uma conjugação de factores atmosféricos, oceânicos, orográficos (recorte acidentado
da ilha) e de latitude.
O meteorologista Costa Alves explica a aliança da natureza: “A latitude, estar mais a sul que o continente, o choque da massa de ar polar com a tropical e que deu origem a uma superfície frontal, aliadas às elevadas temperaturas da água do oceano resultou numa quantidade de água muito elevada. A superfície frontal é “um fenómeno típico de Inverno”, contextualiza o meteorologista, mas a temperatura das águas foi fatal. “Aliado ao resto, acelerou a condensação da água”. E numa ilha com grandes declives geográficos, eis um dilúvio sem precedentes. Tudo isto resultou num “aumentar dos efeitos”.

Faço votos para que a recuperação da normalidade ocorra no menor espaço de tempo possível.

Gloriosas saudações Barrosianas…..